EPC COMBATENTES DA LUTA DE LIBERTAÇÃO EM KA MAVOTA, ENFRENTA PROBLEMAS DE INFRAESTRUTURAS APESAR DE ESTAR ORGANIZADA PARA O ANO LECTIVO

A direcção da Escola Primária Completa Combatentes da Luta de Libertação, localizada no distrito municipal de KaMavota, em Maputo, assegura que o estabelecimento se encontra devidamente organizado para o presente ano lectivo, com turmas estruturadas e condições mínimas garantidas para o funcionamento das aulas.

Por: Filipe Cossa

Em entrevista à Rádio Voz Coop, o director pedagógico, Salesio Armando, avançou que a instituição beneficiou de 123 vagas para a 1.ª classe, destinadas a novos ingressos no ano lectivo 2025-2026, estando todas já preenchidas. Ainda assim, a escola continua a receber encarregados de educação que procuram matricular os seus educandos.

Segundo o responsável, sempre que a criança se enquadra na idade escolar, a direcção procura criar condições para a sua integração. Neste momento, decorre o registo de nomes e contactos dos encarregados interessados, para que, caso a procura o justifique, seja solicitada à Direcção Distrital de Educação de KaMavota autorização para a abertura de uma nova turma — possibilidade condicionada ao volume de pedidos formalmente registados.

Relativamente aos danos associados à época chuvosa, a direcção esclarece que não se registaram ocorrências significativas recentes. Contudo, persistem patologias estruturais anteriores que continuam a comprometer o ambiente escolar.

Entre os principais constrangimentos figuram salas de aula sem vidros e praticamente sem janelas, pisos degradados e instalações eléctricas totalmente vandalizadas. Estas deficiências têm impacto directo no processo de ensino e aprendizagem. Durante o período de inverno, algumas salas permanecem escuras nas primeiras horas da manhã, o que obriga à redução da carga horária. A ausência de energia eléctrica agrava substancialmente o cenário.

A direcção refere que a situação já foi reportada às entidades competentes, nomeadamente à Administração de KaMavota e à Direcção Distrital de Educação, bem como a outras instituições que, pontualmente, têm prestado algum apoio. Um documento formal foi igualmente submetido solicitando intervenção para a reabilitação das infra-estruturas.

Paralelamente, foram enviadas cartas a empresas situadas nas imediações da escola, com pedidos de apoio material e financeiro. Até ao momento, porém, não houve respostas favoráveis.

Apesar das adversidades, a EPC Combatentes da Luta de Libertação mantém o compromisso de assegurar o normal decurso das aulas e o aproveitamento pedagógico dos alunos, aguardando uma intervenção urgente que permita restabelecer condições adequadas de ensino.

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