As cheias que se registaram em toda a zona sul do País deixaram submersas várias culturas, desde o milho até ao arroz. Com a redução do nível das águas, constatou-se que nenhum produto alimentar foi salvo, gerando insegurança e incerteza nas famílias que vivem da agricultura.
Por: Laurinda Macanda
Em conversa nas machambas do bairro Faftine, alguns idosos relataram que haviam produzido quantidades significativas de milho e mandioca, mas perderam tudo. Neste momento, necessitam de sementes para retomar a actividade agrícola.
A família Magaia, que vive próximo ao rio, afirma que não conseguiu recuperar nenhuma cultura, nem mesmo as localizadas em zonas de fácil acesso. Actualmente, recorre a outros bairros em busca de sementes e mudas. À nossa chegada, o chefe da família preparava-se para deslocar-se à vila-sede do distrito, onde ouviu que poderia encontrar estacas de mandioca.
Tal como a família Magaia, outras aguardam apoio do Governo no fornecimento de sementes, enquanto procuram adaptar-se para não perder a época de plantio.
Importa referir que a agricultura do sector familiar desempenha um papel fundamental na segurança alimentar e nutricional, bem como no bem-estar da população.