O ROSC e os seus parceiros realizaram, na manhã desta quarta-feira, na cidade de Maputo, uma mesa redonda para debater o Fundo Soberano e o impacto da sua gestão no futuro da criança moçambicana.
Por: Filipe Cossa
O encontro reuniu representantes da sociedade civil, membros do Parlamento Infantil, parceiros internacionais e deputados da Assembleia da República, num espaço marcado por reflexões profundas sobre a necessidade de garantir que os recursos naturais do país beneficiem directamente as gerações presentes e futuras.
Ison Zeca, representante do Parlamento Infantil, defendeu maior inclusão das crianças e jovens nos processos de decisão:
“O Fundo Soberano deve ser pensado também para garantir escolas de qualidade, hospitais equipados e oportunidades para as crianças. Nós somos o presente e o futuro de Moçambique, por isso a nossa voz deve ser ouvida.”
Por sua vez, Célia Claudina, presidente da ROSC, destacou a importância da transparência e da responsabilidade na gestão do fundo:
“O Fundo Soberano representa uma esperança para o desenvolvimento sustentável do país. No entanto, é fundamental que haja mecanismos claros de prestação de contas e que os recursos sejam aplicados prioritariamente em sectores sociais, como educação, saúde e protecção da criança.”
Já Guy Taylor, chefe de Advocacia, Comunicação e Parcerias no UNICEF, sublinhou a necessidade de alinhar a gestão do fundo com os direitos da criança:
“Investir na criança é investir no desenvolvimento do país. O Fundo Soberano pode ser um instrumento estratégico para reduzir desigualdades, combater a pobreza infantil e garantir que nenhuma criança fique para trás.”
Por sua vez, o deputado da Assembleia da República, Inocêncio Fani, reconheceu o papel fiscalizador do Parlamento e reforçou o compromisso institucional:
“A Assembleia da República tem a responsabilidade de assegurar que o Fundo Soberano seja gerido com rigor, transparência e foco no interesse nacional. O futuro das nossas crianças deve estar no centro das decisões políticas e económicas.”
Um debate para o futuro
A mesa redonda decorreu num ambiente participativo, onde foi reiterada a necessidade de fortalecer os mecanismos de fiscalização, garantir maior envolvimento da sociedade civil e assegurar que as receitas provenientes dos recursos naturais sejam canalizadas para programas que promovam o bem-estar da criança e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
