Algumas doenças continuam a preocupar as comunidades, especialmente em áreas com condições precárias de saneamento. Entre elas estão a tinha, a sarna, a bilharziose (que pode causar urina com sangue devido ao contato com águas estagnadas) e as parasitoses intestinais, como as lombrigas.
Muitas dessas doenças são consideradas doenças tropicais negligenciadas, pois afetam principalmente populações vulneráveis e, muitas vezes, não recebem a devida atenção. No caso das parasitoses intestinais, por exemplo, podem causar anemia e comprometer o desenvolvimento das crianças tal como revelou o servidor da saude puplica.
Segundo Artur Mandela, a idade é um fator determinante na saúde. Quanto menor for a criança, maior é o risco de exposição e complicações, pois o seu organismo ainda está em desenvolvimento.
Águas estagnadas, onde muitas crianças costumam brincar, aumentam significativamente a probabilidade de contrair doenças como a bilharziose. A falta de informação e de cuidados preventivos agrava ainda mais o problema
A boa notícia é que a maioria dessas doenças tem tratamento e pode ser prevenida. No entanto, como os sintomas muitas vezes aparecem de forma lenta, muitas pessoas acabam negligenciando o problema e só procuram ajuda quando a situação já está avançada. Por isso, é fundamental que a sociedade procure tratamento precoce ao notar qualquer sintoma suspeito.
Para Mandela, os centros de acolhimento desempenham um papel importante no apoio às famílias. Contudo, também existe o risco de disseminação de doenças nesses espaços, caso não haja medidas adequadas de higiene e saneamento.
Em alguns centros, são nomeados responsáveis pelo saneamento para ajudar a melhorar as condições de higiene. É essencial manter a higiene pessoal e coletiva, além de adotar medidas preventivas contínuas.
Além disso, mitos comunitários também contribuem para a negligência das doenças tropicais, dificultando o tratamento e a prevenção adequados.
A prevenção é o melhor caminho. Com informação, saneamento adequado, higiene e procura precoce por tratamento, é possível reduzir significativamente a incidência dessas doenças e proteger principalmente as crianças, que são as mais vulneráveis.
Por: Aissa Zacarias
