O Município de Marracuene informa que continuam em funcionamento dois centros de acolhimento temporário, localizados em Mumemo e Cumbeza C, onde está a ser feita a avaliação contínua da situação das famílias deslocadas.
A permanência nos centros depende de uma verificação técnica que confirma se as famílias ainda necessitam efetivamente de abrigo.
Por: Laurinda Macanda
Regresso
gradual das famílias às suas residências
Importa esclarecer que diversas famílias já
começaram a regressar às suas casas. Algumas receberam kits alimentares e
outros apoios essenciais, o que lhes permitiu retomar a normalidade.
Outras encontraram soluções alternativas por
meios próprios. O processo de retorno está a ocorrer de forma faseada,
respeitando as condições individuais de cada agregado familiar.
Centros são
estruturas provisórias, não definitivas
Os centros de acolhimento são locais
temporários, instalados em infraestruturas públicas como escolas e igrejas,
que precisam retomar o seu funcionamento normal.
O município não dispõe de capacidade
logística ou financeira para manter, por várias semanas ou meses, alimentação e
acomodação prolongadas. O esforço realizado até ao momento foi conduzido com
responsabilidade e dignidade, dentro das possibilidades existentes.
Responsabilidade
partilhada na fase pós-emergência
É obrigação do Governo assistir as populações
em situação de emergência. Contudo, essa assistência não pode transformar-se
num mecanismo permanente de dependência.
Constata-se que algumas pessoas, face às
condições oferecidas nos centros, demonstram resistência em regressar às suas
residências, mesmo quando já possuem condições mínimas para o fazer.
A política pública de emergência visa proteger
temporariamente, não substituir a responsabilidade individual ou criar
situações de acomodação prolongada.
Sobre a
residência mencionada
Relativamente à habitação exibida na imagem
referida, observa-se que apresenta danos ligeiros e ausência de abastecimento
de água.
Questiona-se, neste contexto, se o
proprietário não poderá proceder à reparação e retomar a ocupação da
residência. Importa lembrar que existem cidadãos moçambicanos em condições
significativamente mais graves.
Apelo ao
rigor na informação
Após o esforço empreendido pelo Governo e
pelo Município de Marracuene, considera-se preocupante a divulgação de
publicações que não refletem todas as partes envolvidas.
A cobertura de situações sensíveis exige
equilíbrio, verificação factual e audição das autoridades competentes, evitando
interpretações unilaterais que possam induzir a opinião pública em erro.
O Município reafirma o seu compromisso com a
transparência, responsabilidade e apoio às populações afetadas, dentro das suas
competências e limitações institucionais.