Famílias afectadas pelas inundações acusam o município de Marracuene de expulsão

Por conta das cheias que fizeram sentir na zonal do sul do país, várias famílias perderam suas casas e bens, desta forma foram montados centros de acolhimento ás vítimas das enxurradas. 

O que não se sabe é que pouco tempo depois, com a redução da água das cheias, os agregados que sentiram a fúria das águas foram expulsos dos centros.

Por: Laurinda Macanda

Rosalina Magaia afectada pelas chuvas, passou uma temporada no centro de acolhimento 29 de Setembro na igreja Velha Apostólica, conta que a casa não está em condições para habitação, mas não teve outra opção a não ser voltar, pois o município disse que deveriam voltar para as suas residências. Mesmo depois de suplicarem, a decisão permaneceu. E a justicativa por eles deixada foi a falta de condições.

A população de Faftine como qualquer outra afectada carece da manutenção de serviços básicos, sob pena de apanhar doenças de origem hídrica. 

O outro responde pelo nome de Cláudio Langa, a sua casa ficou destruída pelas cheias. Quando apercebeu-se da situação procurou o governo para explicar que não tem como abandonar o centro, porque a casa esta péssima. 

Langa diz que foi dado uma lona, deixando-o agastado porque não quiseram aproximar ao bairro e nem a casa para ver de perto.

Eles disseram para voltarmos, pois quanto mais ficamos na acomodação estamos a trazer mais gastos enquanto eles estão a pagar.

Segundo a informação avançada pelo governo do distrito de Marracuene, nas plataformas digitais no passado dia 13 do mês em curso, o governo desactivou dois centros de acomodação nomeadamente 19 de Outubro e a ADECOR. Os comentários que pairam é a insatisfação pelos facto de terem desalojado as famílias.

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