Governo cria equipa para auscultar motivações da greve na saúde

Daniel Chapo defende diálogo, transparência e justiça social em visita a Inhambane

O Governo da República de Moçambique constituiu uma equipa multissectorial com o propósito de aprofundar as reais motivações que levam um grupo específico de profissionais de saúde a manterem-se em greve, à revelia dos canais institucionais de diálogo.

A informação foi tornada pública pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa realizada no distrito de Vilankulo, província de Inhambane. Na ocasião, o Chefe de Estado clarificou que não se trata de uma paralisação generalizada no seio da função pública nem do sector da saúde como um todo, mas sim de um grupo pertencente a uma associação específica, cujas reivindicações se têm mantido, apesar das aberturas já manifestadas pelo Executivo.

O estadista destacou que o novo ciclo de governação ainda não perfaz 100 dias de exercício, sendo, no entanto, já visíveis os esforços empreendidos em prol da valorização e dignificação do funcionalismo público. "Antes mesmo de se completar o marco simbólico dos cem dias, esta governação já avançou com medidas concretas em benefício dos servidores públicos", vincou Chapo.

Neste contexto, o Presidente interpelou a sociedade sobre a pertinência de acções reivindicativas precipitadas, sublinhando a importância do diálogo como caminho privilegiado para a resolução de inquietações. “É legítimo reivindicar, mas é também de bom senso ouvir, conversar e dar oportunidade à nova governação para se inteirar das questões. Por que iniciar uma greve antes de dialogar?”, questionou o Chefe de Estado.

Chapo reiterou o compromisso do Governo em cultivar uma cultura de escuta e concertação, apelando à serenidade e ao espírito de construção colectiva como base para a consolidação de um Estado mais justo, eficiente e inclusivo.

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