Daniel Chapo lança cidade petroquímica nacional: Moçambique prepara-se para ser potência química e energética em África


O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu esta semana, na localidade de Mavanza, distrito de Massinga, província de Inhambane, ao lançamento oficial do projecto de construção da cidade petroquímica nacional, um dos mais arrojados empreendimentos industriais da história de Moçambique. Avaliado em 2 mil milhões de dólares norte-americanos, o megaprojecto inscreve-se na visão de transformação estrutural da economia nacional e celebra, com ambição, os 50 anos de independência nacional.

Com uma capacidade projetada para produzir anualmente mais de 1 milhão de toneladas de produtos petroquímicos, o complexo industrial será erguido ao longo dos próximos quatro anos, transformando Mavanza num parque industrial de referência internacional, com potencial para afirmar Moçambique como polo estratégico da indústria química e energética em África.

O portefólio de produção incluirá amoníaco, cloro, fertilizantes, PVC (policloreto de vinilo), PE (polietileno), PP (polipropileno) e sal industrial vegetal, respondendo tanto à procura interna como ao mercado internacional. Este leque diversificado de produtos deverá alavancar sectores como agricultura, indústria transformadora, construção civil e energias renováveis.

O Chefe de Estado destacou o impacto transformador do projecto, prevendo-se que venha a contribuir com cerca de 1.150.000 milhões de meticais para o Produto Interno Bruto, impulsionando de forma expressiva as exportações e a industrialização nacional. A cidade industrial será dotada de infraestruturas modernas, incluindo refinarias, centrais térmicas, terminais marítimos, estações de tratamento de água, bem como unidades de produção e processamento químico.

Para além da componente industrial, o projecto contempla a criação de uma zona residencial integrada, equipada com escolas, centros comerciais, unidades sanitárias com tecnologia de ponta e outros serviços públicos essenciais, proporcionando qualidade de vida e inclusão para os trabalhadores e as suas famílias.

A futura cidade industrial será estruturada em três grandes linhas industriais:

  1. Linha Petroquímica – centrada na transformação de recursos energéticos em plásticos e derivados;

  2. Linha Cloroalcalina – com produção de cloro, soda cáustica e os seus derivados;

  3. Linha de Fertilizantes – voltada para o apoio à agricultura nacional e regional.

O empreendimento deverá gerar cerca de 10.000 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo para a empregabilidade de jovens qualificados e o fortalecimento do tecido económico local.

“Este investimento é o reflexo da nossa ambição de tornar Moçambique um país industrializado, moderno e competitivo, comprometido com o desenvolvimento inclusivo e sustentável. Marca o início de uma nova era para o nosso país, num momento em que celebramos meio século de independência”, afirmou Daniel Chapo, durante a cerimónia.

A cidade petroquímica nacional surge assim como símbolo da viragem estratégica na economia moçambicana, colocando o país na vanguarda das soluções energéticas e químicas do continente africano.

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